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Entre o combate à seca e a convivência com o semi-árido : transições paradigmáticas e sustentabiliade do desenvolvimento / Roberto Marinho Alves da Silva. -

Por: Colaborador(es): Tipo de material: TextoSérie: BNB teses e dissertaçõesDetalhes da publicação: Fortaleza : Banco do Nordeste do Brasil, 2008.Descrição: 275p. : il. col., mapas ; 22cm. -ISBN:
  • 9788577910083 (broch.)
Assunto(s): Classificação Decimal de Dewey:
  • 363.7 22
Resumo: A obra que agora colocamos à disposição do público é fruto de uma tese de doutorado sobre as principais perspectivas ou orientações paradigmáticas que vêm se construindo historicamente sobre o desenvolvimento do nosso querido Semi-árido brasileiro. O projeto de doutoramento realizado pelo autor no Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília aborda uma questão que não é recente, mas nunca deixa de ser atual: Qual o desenvolvimento apropriado à realidade do Semi-Árido brasileiro. O que é inédito nessa obra é a forma da abordagem dessa questão: o caminho adotado de sistematização do processo histórico do que foi feito (políticas e ações) e do que foi dito ou proposto como solução para o desenvolvimento regional. A começar pelas ações governamentais e as práticas sociais, aquilo que foi feito, percebe-se claramente que são orientados por estratégias e diretrizes de um determinado tipo de desenvolvimento que se almeja alcançar. Enganam-se aqueles que acham que sempre faltou projeto político para a região, que não havia políticas públicas para o Semi-Árido. A obra explicita pelo menos três grandes fases nas políticas governamentais na região, para além das ações emergenciais, do início do século XX até o período mais recente: a política de combate à seca e aos seus efeitos, tendo por base a solução hidráulica; a política de modernização da economia sertaneja, com foco na pecuária empresarial e na agricultura irrigada; e a fase atual, de constituição de novos paradigmas de sustentabilidade interpretados na proposta da convivência com o Semi-Árido. O que se observa é que propostas alternativas de desenvolvimento sustentável na região, aquilo que foi dito, já conta um bom tempo. A obra resgata o "pensamento crítico" de alguns dos principais autores, ou "demiurgos" do Semi-árido. A começar por Djacir Menezes, passando pela vasta obra de Josué de Castro, de Guimarães Duque, cujas principais obras foram elaboradas na primeira metade do século XX; até autores mais recentes de proposições de políticas regionais de desenvolvimento, como Celso Furtado, Manuel Correia de Andrade, Otamar de Carvalho e Tânia Bacelar de Araújo
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Originalmente apresentado como tese do autor (doutorado-Universidade de Brasília, 2006)

Bibliografia: p. 236-251.

A obra que agora colocamos à disposição do público é fruto de uma tese de doutorado sobre as principais perspectivas ou orientações paradigmáticas que vêm se construindo historicamente sobre o desenvolvimento do nosso querido Semi-árido brasileiro. O projeto de doutoramento realizado pelo autor no Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília aborda uma questão que não é recente, mas nunca deixa de ser atual: Qual o desenvolvimento apropriado à realidade do Semi-Árido brasileiro. O que é inédito nessa obra é a forma da abordagem dessa questão: o caminho adotado de sistematização do processo histórico do que foi feito (políticas e ações) e do que foi dito ou proposto como solução para o desenvolvimento regional. A começar pelas ações governamentais e as práticas sociais, aquilo que foi feito, percebe-se claramente que são orientados por estratégias e diretrizes de um determinado tipo de desenvolvimento que se almeja alcançar. Enganam-se aqueles que acham que sempre faltou projeto político para a região, que não havia políticas públicas para o Semi-Árido. A obra explicita pelo menos três grandes fases nas políticas governamentais na região, para além das ações emergenciais, do início do século XX até o período mais recente: a política de combate à seca e aos seus efeitos, tendo por base a solução hidráulica; a política de modernização da economia sertaneja, com foco na pecuária empresarial e na agricultura irrigada; e a fase atual, de constituição de novos paradigmas de sustentabilidade interpretados na proposta da convivência com o Semi-Árido. O que se observa é que propostas alternativas de desenvolvimento sustentável na região, aquilo que foi dito, já conta um bom tempo. A obra resgata o "pensamento crítico" de alguns dos principais autores, ou "demiurgos" do Semi-árido. A começar por Djacir Menezes, passando pela vasta obra de Josué de Castro, de Guimarães Duque, cujas principais obras foram elaboradas na primeira metade do século XX; até autores mais recentes de proposições de políticas regionais de desenvolvimento, como Celso Furtado, Manuel Correia de Andrade, Otamar de Carvalho e Tânia Bacelar de Araújo

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