Memórias do subsolo / Fiódor Dostoiévski ; Lucas Simone, tradução.
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TextoDetalhes da publicação: São Paulo : Kalinka, 2018.Descrição: 174pISBN: - 9788561096144
- 891.73 D724m
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Livros
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Biblioteca Luiz Gonzaga – Campus Garanhuns Acervo geral | Ficção | 891.73 D724m (Percorrer estante(Abre abaixo)) | ex. 1 | Disponível | 8564267263 |
Tradução do original em russo.
"Memórias do subsolo" é um pequeno romance publicado em 1864. Considerada uma obra precursora do existencialismo e da psicanálise, traz na primeira parte o monólogo de um homem amargurado e amargo, um homem “subterrâneo”, sem nome ou relações sociais, um empregado aposentado, em cuja própria existência não vê nenhum sentido, e que se dirige diretamente ao leitor.
Tenta envolvê-lo, convencê-lo e comovê-lo com hipóteses sobre si mesmo e sua possível redenção, talvez via a ação, nem que seja fazer o mal − para afinal concluir que “o melhor é não fazer nada”. Na segunda parte, numa espécie de “fluxo de consciência” (técnica narrativa que seria mais tarde levada ao limite por Joyce), surgem as duras lembranças de situações e discursos que, numa sociedade hierarquizada, submetem e emparedam os “humilhados e ofendidos”.
“Todo homem tem algumas lembranças que ele não conta a todo mundo, mas apenas a seus amigos. Ele tem outras lembranças que ele não revelaria nem mesmo para seus amigos, mas apenas para ele mesmo, e faz isso em segredo. Mas ainda há outras lembranças em que o homem tem medo de contar até a ele mesmo, e todo homem decente tem um considerável numero dessas coisas guardadas bem no fundo. Alguém até poderia dizer que, quanto mais decente é o homem, maior o número dessas coisas em sua mente”.
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