Sociologia da medicina / Gilberto Freyre ; prefácio de José Miguel Rasia. -
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TextoDetalhes da publicação: São Paulo : É Realizações, 2009.Descrição: 287p. ; 25cmISBN: - 9788588062733 (broch.)
- 306.461 22 F893s
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Livros
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Biblioteca Joseph Mesel - Campus Recife Acervo geral | Não-ficção | 306.461 F435s (Percorrer estante(Abre abaixo)) | ex.1 | Consulta local | 8564221533 |
Inclui índices.
Bibliografia: p. [269]-273.
..podemos dizer que estamos diante de um livro pioneiro, e tratando-se de Gilberto Freyre, uma obra fundamental e fundante, junto com sua extensa produção sociológica, não só da sociologia e do pensamento sociológico no Brasil, mas da Sociologia da Medicina no Brasil. A Sociologia Médica cujas obras propriamente sociológicas e antropológicas, surgem na Inglaterra e nos Estados Unidos, no final dos anos 20, do século passado, inspiram Gilberto Freyre e sua discussão sobre a medicina no Brasil, nos trópicos. Freyre toma medicina e os médicos com objeto de análise sociológica. Ao mesmo tempo em que pensa o papel do sociólogo e da sociologia na interpretação das doenças que afetam o homem nos trópicos, destaca as contribuições da sociologia e da antropologia para os médicos em sua prática. Se reporta muitas vezes ao médico sociólogo, ao sociólogo médico, ao médico antropólogo e ao antropólogo médico, e assim aproxima as ciências sociais da medicina, referindo-se à necessidade dessa aproximação e da formação sociológica e antropológica do médico, como condição para um entendimento do homem, não só do homem doente, mas das circunstâncias que envolvem o adoecimento. Portanto, vai além da doença e do corpo, propondo assim, de forma inovadora, que se pense – o homem, o corpo e a doença- não só em sentido biológico, como a racionalidade e o discurso biomédico nos fazem crer. No encontro da medicina com a sociologia e dos sociólogos com os médicos o que Gilberto Freyre nos propõe é o desafio de pensarmos estas categorias em duas dimensões, a biológica e a social. E aqui nos encontramos com um Gilberto Freyre que desmonta o chavão corrente na biomedicina atual que o homem é um ser biopsicossocial.
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