02481cam a2200193 a 4500003000900000005001700009008003800026020001800064040002300082082001500105100003100120245006900151250001200220260005000232300001200282520189300294650006102187700003902248BR-ReIFE20180511114249.0180511g2013 2bl r 01 po po por d a9788574482293 aBR-ReIFEcBR-ReIFE0 a830bR845h a Roth, Joseph d 1894-193910aHotel Savoy /cJoseph Roth; tradução de Silvia Bittencourt.- a1. ed.  aSão Paulo:bEstação Liberdade, c2013.- a183 p. 3 aComo retomar a vida após anos de guerra? Pois essa parece ser a questão que Joseph Roth tenta responder com a trama de Hotel Savoy, romance de tiro curto narrado por Gabriel Dan, um judeu russo egresso de um campo de concentração na Sibéria. O título refere-se ao hotel, de localização não revelada (pode-se especular a Polônia), onde o personagem se instala em sua jornada de libertação ao fim da Primeira Guerra. O Hotel Savoy é um gigantesco abrigo a reunir os órfãos da guerra, os desterrados feridos pelos cacos do desmoronamento do Império Austro-Húngaro, e os fantasmas, errantes e reais, da Revolução Russa. Pelos olhos de Dan o leitor é apresentado à eclética profusão dos hóspedes-personagens de Roth, cada qual com suas misérias e grandezas — como o tio Phöbus Böhlaug e a dançarina Stasia, por quem Dan nutre sentimentos ambíguos de interesse e rejeição. Com quase mil apartamentos e sob uma estrutura de hospedagem hierarquizada, o hotel sintetiza as transformações sociais e políticas que o entreguerras impunha à Europa. A originalidade de Hotel Savoy, publicado originalmente em 1924, reside na opção de Roth em escrever a história em primeira pessoa, e, ainda assim, esquivando-se do simplismo de evocar as memórias do cárcere de seu protagonista-narrador. Ao contrário: Roth distancia a narrativa da perspectiva individual (pouco é revelado sobre Dan), propondo uma dimensão macro do pós-guerra a partir de ecléticos perfis psicológicos a que se debruça com maestria. Como se a paz só fosse possível como utopia, as pessoas, atônitas, comportam-se como se já não soubessem mais viver num mundo sem conflito. Por isso, parecem fadadas à espera de um salvador — personificado no personagem Bloomfield, um investidor americano — que possa alentar seus destinos. 4a Literatura austríacaxRomance austríacoxFicção1 a Bittencourt, SilviaeTradução