Raspando o tacho : comida e cangaço : relações etnogastronômicas entre nômades e sedentários nos sertões nordestinos (1922-1938) /
Adriano Marcena ; ilustrações, Carlos Newton Júnior.
- Recife: Funcultura, 2015.
- 105 p. : color. il. ; 22 cm + 1 disco de áudio (Aproximadamente 201 min. ; 4 3/4 in.)
Inclui referências bibliográficas (p. 97-101).
Nas pegadas do cangaço -- Com os pés no chão ... pelo mundo -- Etnogastronomia : comida como resistência -- Raspando o tacho.
O livro aborda estudo inédito na história da alimentação brasileira. Desta vez, a publicação do historiador mergulha no universo nômade do cangaço para discutir as principais características da ‘munição de boca’ usada pelos cangaceiros. É sabido que o nomadismo cangaceiro se dava dentro de uma sociedade sedentária (sertão nordestino) em meio à complexa rede de interesses socioeconômicos que envolviam os atores sociais. Como os cangaceiros se relacionavam com a comida e a bebida em suas andanças? Com ilustrações de Carlos Newton Júnior, a publicação concentra suas atenções na interface entre cangaço – especificamente o bando de Lampião – e as comidas e as bebidas, tendo como norteador teórico a etnogastronomia, entendida como práticas alimentares com características próprias de um povo ou comunidade, desenvolvidas com intencionalidade relacionada a processos educativos de tradição e resistência, e que permitem a patrimonialização do ato de comer entre os comensais. Tal exercício permitiu ao autor perceber o ato de comer como patrimônio, tanto entre sertanejos sedentários quanto as extensões vestigiais que escorreram pelos tachos andarilhos do cangaço.
9788590961352 8590961354
2015442425
Hábitos alimentares--Brasil, Nordeste--Século XX Foras da lei--Brasil, Nordeste--Século XX