01833cam a22002057a 450000100090000000300090000900500170001800800410003502000180007602000150009404000470010904100130015608200170016910000280018624500380021426000450025230000300029752012720032765000280159917084183BR-ReIFE20240711200553.0200217s2010 rjb r 000 1 por d a9788565265034 a8501091685 aCUYcCUYdSBACHdAZSdUKMGBdDLCdBR-ReIFE aporhpor a869.3bL934d1 aLucchesi, Marco,d1963-12aO dom do crime /cMarco Lucchesi. aRio de Janeiro :bEditora Record,c2010. a159 p. :b1 map ;c21 cm.3 a Lucchesi cria um delicioso narrador-autor, não identificado, que conta uma história para o futuro. Um homem do século XIX que, ao ser aconselhado pelo médico a escrever suas memórias, se lança não para a própria vida, mas sobre um crime passional, notícia no Rio de Janeiro de Machado de Assis. Esse misterioso narrador traça paralelos curiosos entre este assassinato, o julgamento que absolve o marido supostamente traído e a obra mais aclamada de Machado, Dom Casmurro. Terá o Bento de Machado qualquer coisa do real José Mariano? E Capitu teria sido inspirada em Helena, a esposa que sucumbe ao ciúme do marido? Todos os dados de ordem informativa, factual, foram longamente pesquisados e comprovados, em papel velho e fontes congêneres ― tudo passou pelo crivo de Lucchesi. Mas, para além disso, o romance traz uma flutuação permanente entre literatura e documento, história e ficção. Em O DOM DO CRIME, real e ficcional se entrelaçam numa obra de fôlego, em que os julgamentos dificilmente encerram a verdade dos fatos, a complexidade da vida. “Precisei realizar essa dinâmica todo o tempo, de modo a que o leitor se perguntasse, como num jogo, onde começa esta e onde termina aquela”, argumenta Lucchesi. 0aCrimezBrazilvFiction.