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    <title>cidade sitiada</title>
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    <namePart>Lispector, Clarice</namePart>
    <namePart type="date">1920-1977</namePart>
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    <namePart>Moser, Benjamin</namePart>
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      <placeTerm type="text">Rio de Janeiro</placeTerm>
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    <publisher>Rocco</publisher>
    <dateIssued>2019</dateIssued>
    <issuance>monographic</issuance>
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    <extent>207p.</extent>
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  <abstract>A cidade sitiada faz parte do conjunto de três romances que Clarice escreveu antes de completar 30 anos. O primeiro, Perto do coração selvagem, foi lançado no ano em que ela se casou, 1943, o terceiro, no ano em que teve o primeiro filho, 1949. Escrita e gravidez correram em paralelo e, como Clarice relatou em carta à irmã, Tania, “quando terminei o último capítulo, fui para o hospital dar à luz o menino”. Esse detalhe íntimo poderia ser supérfluo caso A cidade sitiada não estivesse tão completamente entrelaçado com a vida da autora, que padecia em Berna, a mesma “solidão vazia” e a mesma angustiosa melancolia que sua personagem, Lucrécia Neves, sofria no subúrbio de São Geraldo. Em outra carta, Clarice afirmou: “É ruim estar fora da terra onde a gente se criou, é horrível ouvir ao redor da gente línguas estrangeiras, tudo parece sem raiz; o motivo maior das coisas nunca se mostra a um estrangeiro, e os moradores de um lugar também nos encaram como pessoas gratuitas.” Foi esse sentimento de absoluto não pertencimento, de total estranhamento e mútua desconfiança que Clarice transpôs para Lucrécia, fazendo-a tão sem graça quanto as jovens suíças, “de cara séria, sem vaidade”, que só conseguem ser “engraçadinhas no verão”. Da mesma forma que ela metamorfoseou a bela, encantadora e quase milenar capital suíça, tombada pela Unesco, no feio, desolado, insípido e atrasado subúrbio de São Geraldo, predestinado a se tornar ainda pior à medida que o “progresso” o vai desfigurando ao final da narrativa. Lucrécia é uma mulher mais inteligente e ambiciosa do que todos aqueles que a cercam, uma força da natureza que não aceita ser sitiada e asfixiada pela mediocridade imperante. E, como bem observou a escritora Rachel Gutiérrez: “Este livro, que Santiago Dantas considerou ‘denso e fechado’, é um ponto de mutação, que já anuncia na obra de Clarice Lispector a extraordinária liberdade criativa de Laços de família e de A maçã no escuro.</abstract>
  <note type="statement of responsibility">Clarice Lispector; posfácio de Benjamin Moser. -</note>
  <subject>
    <topic>Ficção brasileira</topic>
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  <classification authority="ddc">869.3 L771c</classification>
  <identifier type="isbn">9788532531612</identifier>
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    <recordContentSource authority="marcorg">BR-ReIFE</recordContentSource>
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