Ecce homo : de como a gente se torna o que a gente é /
Friedrich Wilhelm Nietzsche; tradução, organização, prefácio, comentários e notas de Marcelo Backes.-
- Porto Alegre: Lepm Pocket, 2003.
- 188 p.
- (Lepm Pocket; 301 ) .
Gerada no limiar – inclusive temporal – entre a razão e a loucura, "Ecce homo" está longe de ser apenas o produto da insânia. Nietzsche foi um dos mais importantes pensadores alemães de todos os tempos e estendeu a área de suas influências para muito além da filosofia, adentrando a literatura, a poesia e todos os âmbitos das belas-artes. Com sua obra quebradiça e aparentemente fragmentária, que no fundo adquire uma vitalidade orgânica que lhe dá unidade através do aforismo, ele foi, na realidade, um dos críticos mais ferozes da religião, da moral e da tradição filosófica do Ocidente. Nietzsche escreveu, ele mesmo, a melhor obra para entender a obra de Nietzsche. É o "Ecce homo", sua autobiografia escrita aos quarenta e quatro anos, o último suspiro antes do declínio, um dos mais belos livros da história da literofilosofia universal.