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Semi-árido: uma visão holística/ Roberto Malvezzi. -

Por: Tipo de material: TextoIdioma: Português Série: Pensar Brasil ; 2Detalhes da publicação: Brasília: Confea, 2007.Descrição: 140 p.; 21 cmAssunto(s):
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Uma das dificuldades maiores no debate sobre a transposição do rio São Francisco é deparar com pessoas que ainda tem uma velha e obsoleta visão do que seja o semi-árido brasileiro. Normalmente essas pessoas repetem argumentos da velha indústria da seca e consideram o semi-árido como uma “região feia, seca, inviável, cujo problema central é a falta de água”. As pessoas repetem a esmo essas afirmações, sem se darem conta que estão apenas repetindo o velho discurso das oligarquias nordestinas, que sempre construíram seu poder a partir da sede e da fome do povo. Por isso, muitos artigos publicados em defesa da transposição não tinham sequer o conhecimento básico sobre o semi-árido para um diálogo construtivo. Bem, aí é nosso dever, já que estamos envolvidos e defendemos outras propostas para o sertão. Temos perdido essa guerra para o rolo compressor do governo e seu marketing, mas também temos ampliado a difusão de nossas propostas. O governo tem pago e vai pagar um alto custo, inclusive eleitoral, por sua opção. Há uma nova concepção do semi-árido, antagônica ao velho discurso das oligarquias, que traduz o confronto mortal entre dois modelos. A nova concepção do semi-árido – que chamamos de convivência com o semi-árido -começa de seu rico potencial. Essa região tem uma excelente pluviosidade – em se tratando de semi-árido -, com uma média anual de 750 mm que caem sobre um território de quase um milhão de Km2. Significa a precipitação de praticamente 750 bilhões de metros cúbicos por ano. Temos infra-estrutura para armazenar apenas 36 bilhões de metros cúbicos, ou seja, apenas 5%. Portanto, fundamento número um, teremos que ampliar a malha de captação dessa água em reservatórios que não permitam sua evaporação.
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Uma das dificuldades maiores no debate sobre a transposição do rio São Francisco é deparar com pessoas que ainda tem uma velha e obsoleta visão do que seja o semi-árido brasileiro. Normalmente essas pessoas repetem argumentos da velha indústria da seca e consideram o semi-árido como uma “região feia, seca, inviável, cujo problema central é a falta de água”. As pessoas repetem a esmo essas afirmações, sem se darem conta que estão apenas repetindo o velho discurso das oligarquias nordestinas, que sempre construíram seu poder a partir da sede e da fome do povo. Por isso, muitos artigos publicados em defesa da transposição não tinham sequer o conhecimento básico sobre o semi-árido para um diálogo construtivo.

Bem, aí é nosso dever, já que estamos envolvidos e defendemos outras propostas para o sertão. Temos perdido essa guerra para o rolo compressor do governo e seu marketing, mas também temos ampliado a difusão de nossas propostas. O governo tem pago e vai pagar um alto custo, inclusive eleitoral, por sua opção.

Há uma nova concepção do semi-árido, antagônica ao velho discurso das oligarquias, que traduz o confronto mortal entre dois modelos. A nova concepção do semi-árido – que chamamos de convivência com o semi-árido -começa de seu rico potencial. Essa região tem uma excelente pluviosidade – em se tratando de semi-árido -, com uma média anual de 750 mm que caem sobre um território de quase um milhão de Km2. Significa a precipitação de praticamente 750 bilhões de metros cúbicos por ano. Temos infra-estrutura para armazenar apenas 36 bilhões de metros cúbicos, ou seja, apenas 5%. Portanto, fundamento número um, teremos que ampliar a malha de captação dessa água em reservatórios que não permitam sua evaporação.

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