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Uma história do corpo na Idade Média / Jacques Le Goff, Nicolas Truong ; tradução Marcos Flamínio Peres. -

Por: Colaborador(es): Tipo de material: TextoIdioma: Português Idioma original: Francês Detalhes da publicação: Rio de Janeiro : Civilização Brasileira, 2015.Edição: 5.edDescrição: 207p. ; 22cmISBN:
  • 8520006744 (broch.)
  • 9788520006740 (broch.)
Títulos uniformes: Assunto(s): Classificação Decimal de Dewey:
  • 306.4 22 L433h
Sumário: Por um longo tempo o corpo foi esquecido pela história e pelos historiadores. Na história, alegou-se por muito tempo a idéia de que o corpo estava estritamente ligado à natureza, não existia como objeto cultural. Entretanto, preso entre a repressão e a liberdade, entre a Quaresma e o Carnaval, o corpo na Idade Média é o lugar de uma das principais tensões do Ocidente. Revisitando este corpo por tanto tempo “oculto”, Jacques Le Goff e Nicolas Truong apresentam em uma história do corpo na idade média o trajeto do corpo da humilhação à glória.“Por que o corpo na Idade Média? Porque ele constitui uma das grandes lacunas da história, um grande esquecimento do historiador. A história tradicional era, de fato, desencarnada. Interessava-se pelos homens e, acessoriamente, pelas mulheres. Mas quase sempre sem corpo. Como se a vida deste se situasse fora do tempo e do espaço, reclusa na imobilidade presumida da espécie. Com freqüência, tratava-se de pintar os poderosos, reis e santos, guerreiros e senhores e outras grandes figuras de mundos perdidos que era preciso reencontrar, engrandecer e, por vezes, até mitificar, à mercê das causas e necessidades do momento. Reduzidos a sua parte colocada à mostra, esses seres estavam despossuídos de sua carne. Seus corpos não passavam de símbolos, representações e figuras; seus atos, apenas sucessões, sacramentos, batalhas, acontecimentos. Enumerados, escritos e inscritos, como em tantas estelas que pretendem pontuar a história universal. Quanto a essa maré humana que cercava e concorria para sua glória ou seu fracasso, os nomes plebe e povo bastavam para contar sua história, seus arrebatamentos e suas atitudes, seus modos de agir e suas aflições.”
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Tradução de: Une histoire du corps au Moyen Age.

Inclui índice.

Bibliografia: p. 193-204.

Por um longo tempo o corpo foi esquecido pela história e pelos historiadores. Na história, alegou-se por muito tempo a idéia de que o corpo estava estritamente ligado à natureza, não existia como objeto cultural. Entretanto, preso entre a repressão e a liberdade, entre a Quaresma e o Carnaval, o corpo na Idade Média é o lugar de uma das principais tensões do Ocidente. Revisitando este corpo por tanto tempo “oculto”, Jacques Le Goff e Nicolas Truong apresentam em uma história do corpo na idade média o trajeto do corpo da humilhação à glória.“Por que o corpo na Idade Média? Porque ele constitui uma das grandes lacunas da história, um grande esquecimento do historiador. A história tradicional era, de fato, desencarnada. Interessava-se pelos homens e, acessoriamente, pelas mulheres. Mas quase sempre sem corpo. Como se a vida deste se situasse fora do tempo e do espaço, reclusa na imobilidade presumida da espécie. Com freqüência, tratava-se de pintar os poderosos, reis e santos, guerreiros e senhores e outras grandes figuras de mundos perdidos que era preciso reencontrar, engrandecer e, por vezes, até mitificar, à mercê das causas e necessidades do momento. Reduzidos a sua parte colocada à mostra, esses seres estavam despossuídos de sua carne. Seus corpos não passavam de símbolos, representações e figuras; seus atos, apenas sucessões, sacramentos, batalhas, acontecimentos. Enumerados, escritos e inscritos, como em tantas estelas que pretendem pontuar a história universal. Quanto a essa maré humana que cercava e concorria para sua glória ou seu fracasso, os nomes plebe e povo bastavam para contar sua história, seus arrebatamentos e suas atitudes, seus modos de agir e suas aflições.”

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