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100 1 _aCavalcanti, Marcelo Antunes
_97640
245 1 3 _aOs sistemas logísticos de transporte e a estruturação do território pernambucano :
_bgenese e produção /
_cMarcelo Antunes Cavalcanti.
260 _aRecife :
_bEdição de autor,
_c2015.
300 _a252p.
520 3 _aO desenvolvimento dos meios de transportes e comunicações, e da complexa logística que envolve os sistemas produtivos da atualidade, faz parte de um processo mais amplo, de montagem da infraestrutura básica, sobretudo dos sistemas de engenharias, conectados às inovações técnico-científicas, e necessários à ampliação das fronteiras de produção e reprodução do capital. A implantação desse aparato técnico, por sua vez, é permeada pelo complexo jogo da ação política dos atores sociais que agem sobre o território, onde o Estado tem um papel central. De modo geral, a atuação política de grupos formados por atores hegemônicos e reativos que possuem interesses econômicos espacializados sobre determinada área precede a instalação e o desenvolvimento de qualquer sistema técnico de engenharia, seja ele estatal ou privado. Alinhada a essa perspectiva, a presente tese objetivou realizar uma leitura geohistórica da estruturação do território pernambucano, procurando compreender a incorporação desse espaço geográfico específico ao sistema capitalista globalizado. Nesse sentido, reconstituiu-se o processo histórico de implantação das infraestruturas de transporte implantadas em Pernambuco, identificando-se seus efeitos sobre a configuração atual da rede urbana e da estrutura geoeconômica estadual, altamente concentrada na Região Metropolitana do Recife. Para tanto, procedeu-se a uma reconstituição da evolução cronológica da implantação das infraestruturas técnicas de transporte portuário, ferroviário e rodoviário, cotejando-as a dados demográficos e socioeconômicos, utilizando-se documentos históricos disponíveis em diversas instituições, e realizando-se um esforço de mapeamento. A organização do texto está dividida em quatro partes: na primeira é apresentado um panorama geral do processo de ocupação e povoamento do território pernambucano, mostrando inclusive o papel dos cursos d’água e dos primeiros caminhos de penetração na hinterlândia, em um ambiente menos antropizado e temporalmente delimitado até meados do século XIX; na segunda parte analisa-se o papel das ferrovias (primeiro moderno modal de transporte terrestre) na densificação do povoamento e seus impactos na estrutura produtiva e na formação dos primórdios da rede urbana estadual, sendo a cidade do Recife a grande beneficiada pela conexão dos diversos ramais ferroviários que ampliaram sua área de polarização imediata e fortaleceram a função comercial historicamente desempenhada por essa urbe, sobretudo devido ao privilegiado porto marítimo. Na terceira parte do trabalho, fazem-se alusões às mudanças na estruturação do território pernambucano em um momento histórico, posterior a 1950, marcado pela opção dos agentes decisórios pelo rodoviarismo. O sucateamento e posterior abandono das ferrovias pernambucanas foi feito temporalmente em paralelo à implantação de uma rede rodoviária asfaltada no estado, integrando o mercado nordestino ao restante do país, com forte repercussão na organização socioeconômica territorial. Por último, são apresentadas e analisadas as intencionalidades presentes no projeto mais recente, em execução, da ligação intermodal entre a ferrovia Transnordestina e o porto de Suape, buscando identificar eventuais efeitos sobre a reestruturação do território pernambucano e sua rede urbana.
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_aGeografia dos transportes
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_aTransporte e Estado
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_aPolítica de transporte urbano
_zPernambuco
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