Uma menina estranha : autobiografia de uma autista / Temple Grandin e Margaret M. Scariano ; tradução: Sergio Flaksman. -
Tipo de material:
TextoIdioma: Português Idioma original: Inglês Detalhes da publicação: São Paulo : Editora das Letrinhas, 2016.Descrição: 193pISBN: - 9788566162141
- 926.1685882 G753u
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Livros
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Biblioteca Luiz Gonzaga – Campus Garanhuns Acervo geral | Não-ficção | 926.1685882 G753u (Percorrer estante(Abre abaixo)) | ex. 1 | Disponível | 8564227393 |
Percorrer Biblioteca Luiz Gonzaga – Campus Garanhuns estante,Localização na estante: Acervo geral,Coleção: Não-ficção Fechar navegador de prateleira (Oculta o navegador da estante)
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| 925.3 C678a Albert Einstein / | 925.3 H393t A teoria de tudo : a extraordinária história de Jane e Stephen Hawking / | 926.1685882 G244e Eu, minha irmã e seu universo particular : uma história de amor e autismo / | 926.1685882 G753u Uma menina estranha : autobiografia de uma autista / | 926.367527 G874m Marley e eu : a vida e o amor ao lado do pior cão do mundo / | 927 M663m Montez Magno : poeta, artista, camaleão / | 927.5 C696v Vincent Van Gogh : a noite estrelada / |
Tradução de: Emergence : labeled autistic.
Autobiografia da engenheira e bióloga Temple Grandin, que bem cedo foi diagnosticada como autista. Conversando com o neurologista Oliver Sacks, ela pronunciou uma frase que dá bem a medida de como o mundo lhe parece estranho: "A maior parte do tempo eu me sinto como um antropólogo em Marte". Até os três anos e meio, Temple só se comunicou por intermédio de gritos, assobios e murmúrios de boca fechada. Sua mãe percebeu que já aos seis meses ela não se aninhava no colo: ficava rígida, rejeitava o corpo que queria abraçá-la. Na escola, batia na cabeça das outras crianças. Em vez de argila ou massinha sintética, usava as próprias fezes para modelar e espalhava suas criações pelo quarto. Às vezes ignorava sons altíssimos, mas reagia com violência aos estalidos de uma folha de celofane. O cheiro de uma flor recém-colhida podia deixá-la descontrolada ou fazê-la refugiar-se em seu mundo interior. Somente quando já tinha quase trinta anos conseguiu dar um aperto de mão e olhar nos olhos de outra pessoa. Construiu uma "máquina de abraço" para pressioná-la sem o desconforto intenso que um outro corpo humano provoca nela.O grau de autismo de Temple Grandin não é o mais alto, e por isso o mundo que ela criou não se parece com uma fortaleza onde ninguém pode entrar. Temple se tornou uma profissional extremamente bem-sucedida. Projeta equipamentos e instalações para a pecuária. Todos os corredores e currais que desenha são redondos, pois o gado tem mais facilidade em seguir um caminho curvo - primeiro porque, não vendo o que há no fim do caminho, fica menos assustado; segundo porque o desenho curvo aproveita o comportamento natural do animal, que é descrever círculos. Ela faz uma analogia: com as crianças autistas é preciso agir do mesmo modo, isto é, trabalhando a favor delas, ajudando-as a descobrir e desenvolver seus talentos ocultos. De certa forma, esta autobiografia nos diz que as pessoas todas podem se tornar menos "estranhas".
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